Vida de Oração.

28/08/2014 16:22

“A oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria.” (Santa Terezinha do Menino Jesus).

Nosso ser anseia continuamente por Deus, por uma felicidade plena, que é inconcebível em plenitude aqui na Terra. Todo ser humano deseja esta felicidade que só se encontra e se sacia em Deus, qualquer outra forma de tentar saciar esta sede intrínseca do homem, não gera esta felicidade verdadeira, mas somente pequenos sinais de um verdadeiro gozo. E uma das formas mais importantes neste caminhar até a plenitude é a Oração.

“A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus.” (Santo Agostinho).

De onde procede a oração do homem? Seja qual for à linguagem da oração (gestos e palavras), é o homem todo que ora. Mas para designar o lugar de onde brota a oração, as Escrituras falam às vezes da alma ou do espírito ou, com mais frequência, do coração (mais de mil vezes). É o coração que ora. Se ele estiver longe de Deus, a expressão da oração será vã. (CIC 2562)

Muitas vezes verificamos pessoas completamente injustas, pecadoras públicas, sem a menor intenção de conversão, ou ainda, “preces injustas”, preces com intenções imorais, como por exemplo, o marido que “reza” para não ser descoberto seu adultério, a modelo que “reza” para ser capa da revista pornográfica... Etc. Orações vãs e que de forma alguma chegam aos ouvidos de Deus! Mas que subjetivamente a pessoa acredita numa “ação” de Deus, este é o mal do século chamado de Relativismo.

A oração no Catolicismo é principalmente a comunhão com Deus, e esta comunhão é uma comunhão de adoração, encontro, contemplação e meditação aonde o tesouro escondido vai sendo descoberto.

Na Nova Aliança, a oração é a relação viva dos filhos de Deus com o seu Pai infinitamente bom, com o seu Filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo. A graça do Reino é «a união de toda a Santíssima Trindade com a totalidade do espírito».  Assim, a vida de oração consiste em estar habitualmente na presença do Deus três vezes santo e em comunhão com Ele. Esta comunhão de vida é sempre possível porque, pelo Batismo, nos tornamos um só com Cristo. A oração é cristã na medida em que for comunhão com Cristo, dilatando-se na Igreja que é o seu corpo. As suas dimensões são as do amor de Cristo. (CIC 2565)

Em todo o Antigo Testamento Deus vêm ao encontro do povo e os chama a oração, para entrarmos assim na Revelação de Cristo a única mediação e verdadeiro caminho para encontro com Deus Pai.

O Catecismo nos mostra os homens de oração do Antigo Testamento que prefigurando o Messias, o Mestre por excelência, da Vida de Oração.

Deus não se cansa de chamar cada um, pessoalmente, para o encontro misterioso com Ele. A oração acompanha toda a história da salvação, como um apelo recíproco entre Deus e o homem. A oração de Abraão e de Jacob apresenta-se como um combate da fé, confiante na fidelidade de Deus e na certeza da vitória prometida à perseverança. A oração de Moisés responde à iniciativa do Deus vivo, com vista à salvação do seu povo. Prefigura a oração de intercessão do único mediador, Cristo Jesus. A oração do povo de Deus expande-se à sombra da morada de Deus, a arca da aliança e o templo, sob a guia dos pastores, nomeadamente do rei David e dos profetas. Os profetas convidam à conversão do coração e, procurando ardentemente a face de Deus, como Elias, intercedem pelo povo. Os salmos constituem a obra-prima da oração no Antigo Testamento. Apresentam duas componentes inseparáveis: a pessoal e a comunitária. Estendem-se a todas as dimensões da história, comemorando as promessas de Deus já cumpridas e esperando a vinda do Messias. (CIC 2591-2596)

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